Na tarde dessa segunda-feira, 9, os vereadores da Câmara de João Monlevade se reuniram para discutir o Projeto de Lei 1.200/2021, de autoria do Executivo, que prevê a concessão de subsídio para a empresa de transporte público Enscon.
Os parlamentares se reuniram com o objetivo de esclarecer dúvidas e discutir soluções referente ao transporte público municipal. De acordo com a Prefeitura, a queda na demanda de passageiros no transporte coletivo na cidade, em decorrência da pandemia do coronavírus, tem apresentado reflexos diretos no cálculo do valor da passagem. Ainda de acordo com o Executivo, a demanda de passageiros nos ônibus caiu aproximadamente 40%, de abril de 2020 a março de 2021.
O representante do Setor de Trânsito e Transporte (Settran), José Eustáquio de Campos, fez uma apresentação sobre como é calculada a tarifa dos ônibus. Segundo ele, o valor é correspondente aos passageiros transportados por mês (média dos últimos 6 meses), quilometragem total percorrida por mês, valores de insumos (combustível, óleos/lubrificantes e rodagem) e o preço do veículo e frota (efetiva e empenhada). As planilhas apontam que a tarifa ideal, considerando o cálculo, seria de R$6,76.
Atualmente, os valores das tarifas são R$ 3,90 (no cartão de transporte), R$ 4,10 (pago em dinheiro) e R$ 1,00 (tarifa social). José Eustáquio informou que a gratuidade da passagem às pessoas amparadas por lei, chega a 27% dos usuários.
De acordo com o Procurador Jurídico do Município, Hugo Martins, o Projeto de Lei que concede o subsídio visa garantir a continuidade do serviço além do reequilíbrio do contrato. “A nossa preocupação é com a manutenção de um serviço essencial, que é o transporte coletivo, e que não onere o usuário do transporte público”.
Os vereadores questionaram qual seria o impacto, caso o projeto não fosse aprovado. O procurador Hugo Martins informou que neste caso haverá análise técnica do reajuste ou reequilíbrio do contrato. Ele ainda alertou que pode ocorrer a rescisão do contrato, que pode ser feita por ambas as partes. “Eu considero que a rescisão do contrato seria o pior dos cenários, tendo em vista que é uma prestação de serviço de alta complexidade e demanda uma preparação mais profunda para elaboração de uma nova licitação”.
Os vereadores ainda informaram que vão estudar mais a fundo o projeto e a viabilidade de apresentar emendas que possam contribuir com a votação da matéria. Os parlamentares também se comprometeram em buscar soluções com objetivo de ajudar a resolver o problema. Um documento, solicitando mais informações sobre o assunto, será elaborado pelo Legislativo e enviado aos setores competentes.

Também participaram da reunião representantes do Conselho Municipal de Trânsito, Prefeitura, Settran, Enscon.
O assessor de Governo, Gentil Bicalho, o Secretário Municipal de Serviços Urbanos, Marco Antônio Penido Simas, além da imprensa e população também marcaram presença.


