A ONU reconheceu mais uma iniciativa brasileira como referência da restauração mundial, um dos mais importantes títulos globais para projetos de recuperação de ecossistemas.
O Brasil é o único país com dois reconhecimentos mundiais.
Desta vez, ele foi para o Araticum, uma aliança de mais de 180 organizações indígenas, quilombolas e comunidades locais, agricultores, pesquisadores e governos que quer restaurar 2 milhões de hectares do Cerrado até 2030.
Um dos biomas brasileiros mais biodiversos e essenciais para a segurança hídrica e climática do país, e que já perdeu mais da metade da vegetação, em grande parte por causa da conversão de terras em grande escala.
Mais de 27 mil hectares já estão mapeados para restauração em nove estados brasileiros.
Sementes de mais de 150 espécies de plantas nativas foram coletadas e utilizadas em atividades de restauração, como exemplifica Claudomiro Cortes, da Associação de Coletores Cerrado de Pé:
“A gente traz as plantas que os animais nativos comem, né? Então, quando você restaura uma área, você atrai a fauna, também atrai os pássaros para aquela área porque tem comida, tem o habitat dele, tem as espécies que ele precisa, tem o ambiente que eles precisam. Não é apenas restaurar uma área, a gente está trazendo vida para aquela área”, explica.
A iniciativa Araticum foi premiada durante a COP17, Conferência das Nações Unidas e Combate à Desertificação, que acontece até sexta-feira na Mongólia.
Fabricia Costa, coordenadora e coletora de sementes, dedicou o prêmio em especial aos mais de 1.700 coletores da iniciativa:
“Através de muito amor, carinho e cuidado, porque não é fácil estar nesse mundo da restauração com poucos acessos a recursos”, fala.
A outra iniciativa com participação brasileira premiada pela ONU foi o Pacto Trinacional da Mata Atlântica, em 2022.
Fonte: Agência Brasil





