O El Niño é um fenômeno natural climático que surge através das variações de ventos e nas temperaturas da superfície do mar sobre o oceano Pacífico tropical. No Brasil, a preocupação deste aquecimento anormal são secas extremas e calor intenso nas regiões Norte e Nordeste e chuvas torrenciais com risco de inundação no Sul.
De acordo com as previsões meteorológicas, o El Niño tem 80% de chance de retornar ao Brasil na segunda metade de 2026. O pesquisador Giovanni Dolif, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), destaca que o El Niño deve atingir o pico no fim do ano:
“As previsões indicam o El Niño entre moderado e forte, no meio ali do caminho. Que é a mesma intensidade do El Niño do último El Niño que tivemos, entre 2023-2024.”
Os principais riscos para a região amazônica são as secas e temperaturas altas, num local tropical sem nuvens e chuvas para fazer o controle térmico.
No último El Niño, as temperaturas em Belém ficaram bem elevadas. O calor de 2023 foi o mais alto em 33 anos. A combinação de tempo mais seco e temperaturas altas aumentam o risco do fogo se propagar. Por isso, os índices de queimadas nas florestas tendem a crescer, como ressalta o pesquisador Giovanni Dolif:
“Porque muitas pessoas são internadas e até chegam a óbito com problemas respiratórios, problemas de circulação, problemas cardiovasculares. Então o sistema, o nosso corpo, nosso organismo, ele começa a ter dificuldade para regular a temperatura, e com a temperatura acima do ideal, o corpo começa a apresentar problemas. Então tem efeitos reais.”
Pessoas que têm a saúde mais frágil como crianças e idosos acabam por sofrer mais durante esse período de calor intenso. Por isso, é necessário um cuidado redobrado para regular bem a temperatura do corpo com alimentação leve e, principalmente, hidratação.
Fonte: Agência Brasil




