As altas temperaturas provocadas pelo fenômeno El Niño já afetam a rotina dos trabalhadores na Amazônia. Na região, atividades relacionadas a céu aberto e nos horários de maior calor aumentam os riscos de desidratação, estafa térmica e acidentes.
Diante desse cenário, a Justiça do Trabalho reforça a necessidade de medidas de adaptação climática nos ambientes profissionais, como informa Paulo Paulo Isan, desembargador do TRT da 8ª Região (TRT-8).
“Como bons amazônidas, nós sabemos que é uma lezeira de calor. A pessoa vai desidratando, vai tendo a estafa por calor, vai ficando tonta, vai perdendo a agilidade logo não consegue antecipar os movimentos e está mais sujeita a acidentes”.
A orientação é evitar exposição extrema nos períodos de maior calor, principalmente entre 11h e 14h. Trabalhadores que exercem atividades físicas intensas, como profissionais da construção civil, coleta de resíduos e entregadores, estão entre os mais expostos. Paulo Isandes, embargador do TRT da oitava região, fala sobre as adaptações mediante o atual cenário também nas grandes cidades.
“A palavra de ordem é adaptação. Adaptação do trabalho, adaptação das empresas e adaptação das cidades. Precisamos de cidades mais arborizadas, cidades que organizem seus horários para não coincidir com o pior horário do calor: saída de escola, horário de coleta de lixo…”
Com a previsão de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos, especialistas defendem que empresas e trabalhadores adotem medidas preventivas.
Fonte: Agência Brasil





