Com participação de Pedro Drummond e Bruna Lombardi, o festival de literatura encantou itabiranos durante cinco dias de evento


Ao todo, 29 escritores itabiranos tiveram a oportunidade de lançar obras e mediar rodas de conversas. Além disso, foi possível fazer um mergulho na história do Brasil com a imersão proposta pela Carreta Museu da UFMG, que ficou estacionada em frente a Casa de Drummond. Para o prefeito Marco Antônio Lage, o Flitabira superou as expectativas por se tratar de um piloto, evento de aquecimento para entender a dinâmica do festival na rua e aceitação do público.
“Tudo superou as expectativas: a qualidade do evento, a montagem, o público participante, que compareceu de forma encantadora, os espetáculos, a interação com a educação e geração de negócios na cidade. Com isso, estamos preparados para o ano que vem, tudo dentro da dinâmica de um evento que Itabira merece” afirmou Marco Antônio Lage.

Afonso Borges, idealizador do Flitabira, também fez um balanço positivo da repercussão do evento. “ Tudo deu certo, essa intensidade de ser presencial e online, com noite de autógrafos, teatro e gastronomia. Deu certo desde a forma agradável e receptiva que os itabiranos receberam o Flitabira. Meus olhos e meus pensamentos estão focados para o ano que vem. Aproveitamos todas as experiências que aprendemos aqui e muito obrigado à população de Itabira e Instituto Cultural Vale”, reforçou o jornalista.

“Para mim é uma honra, primeiro por eu ser itabirano e segundo por ser o aniversário do poeta. Torço para que continue firme e forte esse festival! Meu livro traz cerâmicas caricaturais de pessoas que realmente admiro na Música Popular Brasileira. Foram 10 anos de trabalho”, destacou o artista.
Participantes ilustres

Ainda, conforme o neto de Drummond, é muito comovente ver o carinho que as pessoas têm pelo poeta até hoje. “Carimbei o livro do meu avô com um carimbo que mandei fazer com a dedicatória do Carlos, que se adapta às circunstâncias de hoje. Na falta, faço isso com a letrinha e autocaricatura dele”, afirmou.
Bruna Lombardi também demonstrou entusiasmo com a iniciativa e reiterou que festivais como esse fazem muito bem para a cidade, para a poesia e memória de Drummond. “Estar aqui me fez pensar em várias ideias! Vi, por exemplo, que poderia ter na cidade uma rua só com poesias e cafés, com poemas escritos na parede para que as pessoas possam tirar fotos e ler. Além de promover festivais literários como este para que realmente haja um movimento cultural que estimule novos talentos”, disse Bruna.
O evento seguiu os protocolos sanitários que garantiram a segurança do público diante do cenário da pandemia da Covid-19 e ainda apresentou o Selo Evento Seguro do Governo do Estado de Minas Gerais.


