Mostra celebra o Dia da Mulher Negra, dedicado à história de Tereza de Benguela, uma escrava alçada ao posto de rainha em um quilombo no Mato Grosso

A exposição traz mais de 20 fotos de servidoras e líderes comunitárias negras. O trabalho tem curadoria da diretora de Promoção de Igualdade Racial da Prefeitura, Nyara Crispim, com imagens do fotógrafo Filipe Augusto e projeto gráfico do designer César Bonaparte, da Coordenadoria de Comunicação Social. As fotos podem ser conferidas durante o dia e também à noite, com iluminação especial, no jardim em frente ao Paço Municipal.
Segundo Nyara Crispim, a exposição faz um paralelo entre a história de Tereza de Benguela e cada uma das servidoras representadas nas fotos. “No nosso dia a dia, a gente consegue ver quantas Terezas existem no meio de nós. A gente vê por trás de cada olhar de cada servidora que foi ali representada que existe uma história de luta e resistência”, diz a diretora.

A Exposição “As Terezas” permanece no jardim da Prefeitura de Itabira até a próxima sexta-feira (30).
Quem foi Tereza de Benguela
Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu às margens do rio Guaporé, no estado do Mato Grosso, durante o século XVIII. Foi esposa do ex-escravo José Piolho, que liderava o Quilombo do Piolho. Com a morte do marido, se tornou a rainha do quilombo e, sob sua liderança, comunidades negras e indígenas resistiram à escravidão por cerca de 20 anos, sobrevivendo até o ano de 1770, quando o quilombo foi destruído pela Coroa Portuguesa.
Tereza morreu em 25 de julho de 1770, na cela em que estava presa. A data que celebra a sua história foi instituída pela Lei 12.987/2014 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.



